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#207 Villa Lóios. Porto

  Este projecto parte da análise cuidada de um terreno constituído pelo somatório de cinco lotes contíguos - três dos quais totalmente construídos e dois deles totalmente vazios, dando origem a uma proposta de intervenção que na sua génese pretende conjugar de forma coesa os lotes construídos existentes com um novo volume a construir.
  Essa pretensão dá origem a um esquema de circulação comum que, localizado no logradouro existente no interior do quarteirão, funciona como núcleo de distribuição para todos os apartamentos dos edifícios.
  Este elemento independente, além de funcionalmente dar acesso aos vários apartamentos, conceptual e formalmente, dá origem a um todo.
  Os dois lotes que anteriormente desocupados davam uma sensação de vazio descontextualizado da envolvente, dão lugar a um volume novo que, preenchendo esse interstício urbano, volta a definir a frente de rua.
  A entrada no conjunto, feita a partir da Rua de Trás, estabelece uma relação visual directa entre a Rua e o Logradouro.
  Os estabelecimentos comerciais que ocupam o Piso térreo “partilham” o edifício com a cidade, constituindo um testemunho da vivência antiga da Baixa Portuense.
  Embora este projecto transforme os edifícios anteriormente independentes num conjunto habitacional, não resulta na agregação horizontal dos vários lotes num sistema de condomínios que descuram totalmente a matriz tipológica da cidade.
  Pelo contrário, consolida as relações tipo-morfológicas do valioso e denso tecido urbano portuense, através da justaposição de diferentes edifícios de pequena/ média dimensão que partilham o mesmo núcleo de acessos e circulação, preservando a memória cadastral de cada edifício.

EQUIPA: Pedra Líquida

CLIENTE: Privado

FOTOGRAFIA: Alberto Plácido
                       www.albertoplacido.pt